A História Dos Jornais No Brasil
A História Dos Jornais No Brasil

Foi com ambos que Seu Horst, como é conhecido, aprendeu o significado de trabalho, responsabilidade e honestidade. E foi deles que também herdou o gosto pela leitura e foi apresentado ao jornal O Comércio. Imprensa brasileira – Transformações e permanências – Séculos XIX e XX. Não podemos então, deixar de comemorar e celebrar o surgimento do jornal, agradecendo e reverenciando cada evolução e luta que foram passadas. E não só isso, os jornais são fontes essenciais de debate e questionamento políticos, sociais, econômicos, culturais, etc.

A estrutura da publicação reúne dossiês, com temas explorados em profundidade, e seções fixas sobre patrimônio, história de Portugal, grandes personagens e roteiros de lugares que preservam a memória histórica. A revista também estará disponível no endereço eletrônico Ambas as publicações têm tiragem de 50 mil exemplares. Na verdade, o Brasil não era um terreno fértil no qual podiam germinar facilmente as artes gráficas nos primeiros tempos da colônia.

Ressalva-se nesse habitual da historiografia, todavia, o estudo de Nelson Werneck Sodré, História da Imprensa no Brasil, publicado em 1966. A obra, além de listar um grande número de periódicos publicados no país desde a época colonial até meados do século XX, realiza uma análise do desenvolvimento e da produção dos impressos sob a “óptica da luta de classes”, isto é, por um viés marxista. A imprensa, na visão de Sodré, sempre teria sido utilizada como um meio de comunicação de massas e, assim, sempre funcionou como um aparelho de sujeição dos trabalhadores. Na época de seu lançamento a obra ocupou uma lacuna da historiografia brasileira, que desde o início do século não tinha trabalhos dedicados a tentar realizar uma história mais completa dos impressos produzidos no Brasil. Contudo, o estudo de Sodré encontra-se, de certo modo, datado dentro da atual historiografia brasileira e a necessidade de uma história da imprensa do Brasil, que contemple os aspectos culturais e sociais mais abrangentes, permanece sob demanda. Molina abre espaço, neste primeiro volume, para uma reflexão a respeito da história dos impressos do Brasil na época colonial. Destaca Molina que não foi proibida oficialmente no Brasil a instalação de tipografias nem a produção de impressos durante a colônia, mas o fato – simples até – foi que as terras brasileiras não eram propícias para o desenvolvimento das artes gráficas.

É na Seção de Pesquisas de Jornais Antigos que o público imerge em milhares de exemplares com páginas amareladas e que contam a história do Pará com riqueza de detalhes. Desde 2011, a instituição desenvolve o projeto de digitalização de diversos materiais para preservar a estrutura física e os disponibiliza pelo site e em formato de microfilmes, disponibilizados na biblioteca.

história dos jornais

A História Dos Jornais E As Origens Do Jornalismo

No começo, “O Commercio” – como era a grafia à época – era impresso com apenas oito páginas, dividido em quatro colunas, com tipos grandes no corpo do texto. Foi nesse ano que o jornal recebeu o seu primeiro anúncio publicitário. A WAN , a associação que cuida da atividade de jornalismo no mundo, calcula que nos dias de hoje, aproximadamente 900 milhões de pessoas leem jornais diariamente, principalmente no Japão e na China, onde o costume de ler jornais é mais forte (7 entre os 10 jornais mais lidos do mundo são orientais). A revolução na época foi tão grande que alguns autores afirmam que a prensa de papel de Gutenberg tirou o mundo de vez da Idade Média, levando-o para a Era da Renascença, com o despertar definitivo da ciência e do jornalismo profissional. Como não existiam tecnologias de impressão no Império Romano e nem mesmo papel em quantidade suficiente (a fabricação de papel usando a tecnologia da época era muito cara), a Acta Diurna era publicada em grandes placas brancas de papel e madeira (estilo “outdoor”). Estas placas eram expostas nas principais praças das grandes cidades para que as pessoas lessem de graça.

O território era enorme, a população era escassa e pouco alfabetizada e tinha poucos incentivos para aprender a ler e a escrever. Mas não foi encontrado nenhum documento nos arquivos de Lisboa proibindo a instalação de tipografias no Brasil no início do período colonial. Se não foram instaladas, isso não se deveu a restrições impostas pela Coroa, mas à falta de iniciativa ou, talvez, necessidade. O especialista Jornal GO acrescenta que é necessário incentivo nas bibliotecas para atrair leitores e mais pesquisadores. "O jornal é uma fonte de pesquisa histórica. Certamente é uma das mais importantes e requisitadas pelo historiador. Hoje em dia, com a plataforma digital da biblioteca nacional, com a hemeroteca, milhares de pesquisadores têm acesso aos jornais paraenses do século XIX", explica o pesquisador.

Historias Que Os Jornais Nao Contam

Das pedras e tábuas, foram para os papéis de seda escritos à mão, papéis impressos em grande quantidade e atualmente jornais online. Em especial com a promulgação do Ato Institucional AI-5 de 1968, que previa censura prévia e perseguição aos veículos de imprensa que opusessem ao governo militar. No entanto, a censura voltaria a atacar a Imprensa muitos séculos depois com a Ditadura Militar de 64. Por ser produzido em Londres o jornal só desembarcou na cidade do Rio de Janeiro em outubro de 1808. O jornal era o órgão oficial do governo português, que havia se refugiado na colônia americana, tendo todas suas publicações um caráter favorável ao governo.

O empresário continua como leitor assíduo do O Comércio e é um de seus grandes incentivadores. Mesmo com a modernidade e a internet, ele continua como a mais importante fonte de informação para a população. Aqui ainda há muita gente que mora no interior ou pessoas de idade, que não têm tanta afinidade com computadores ou celulares. “Torço e trabalho para que o nosso jornal O Comércio atinja o marco de 100 anos, sólido e forte”, completa Horst.

História Dos Jornais No Brasil: Da Era C

O Telégrafo, aparelho considerado o pai de toda a comunicação moderna, permitiu que textos que levariam horas ou até dias para serem transportados fossem repassados pelos profissionais de jornalismo as redações em questão de minutos. Apesar de terem mais de 550 anos de idade, algumas pessoas, instituições e museus ainda tem cópias originais da Bíblia de Gutenberg! Exemplares dessa obra podem ser encontrados na Biblioteca do Congresso em Washington, na Universidade Keio em Tokyo e também na casa do empresário Americano Bill Gates, o homem mais rico do mundo nas décadas de 80 e 90 do século XX, que comprou um exemplar deste tesouro histórico em um leilão em 1994. Para poder escrever a Acta Diurna, surgiram os primeiros profissionais de jornalismo do mundo, os chamados Correspondentes Imperiais.

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